sábado, 5 de dezembro de 2009

Relâmpagos

Como nascem os relâmpagos?

Para os gregos, os relâmpagos se tratavam de uma mera demonstração de fúria do Deus Zeus, entretanto conhecemos com relativa precisão os fatores que contribuem para a formação de um, ou mais, relâmpagos.

Geralmente uma massa de ar de grande dimensão está em movimento, ou se fundindo com outras massas de ar, ela apresenta uma constituição de partículas de ar, água líquida e gelo. A distribuição elétrica dentro dessa “nuvem” é irregular devido aos processos de ionização que ocorrem no seu interior. Na maioria das vezes uma grande quantidade de elétrons (cargas elementares negativas) se concentra na parte inferior da “nuvem”, dando origem à uma diferença de potencia entre a “nuvem” e o solo, que por sua vez, também possui cargas elétricas.

O ar de nossa atmosfera é considerado um isolante elétrico, entretanto, sob circunstâncias de alta umidade e grande diferença de potencial, ele passa a conduzir as cargas elétricas por um breve instante de tempo, tempo suficiente para que as cargas elétricas atravessem o ar criando o raio.

O diâmetro de um raio varia de 2 a 5 cm, o aumento de energia devido à passagem da corrente elétrica (como em um chuveiro) pode aumentar a temperatura do ar até aproximadamente 30.000ºC. Inclusive, na maioria das vezes, a energia utilizada para a geração da luz não chega a 1% do total da energia do raio.

A corrente elétrica transportada por um raio chega a valores impressionantes que ultrapassam 100.000 A. Para se ter noção, um equipamento eletrodoméstico que utiliza grande corrente elétrica, não chega ao valor de 50 A.





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